Bernardo Souto

Bernardo Valois Souto é bacharel em Crítica Literária pela Universidade Federal de Pernambuco e mestre em Literatura e Cultura: Estudos Comparados pela Universidade Federal da Paraíba. Lecionou Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Teoria Literária na Faculdade de Formação de Professores de Araripina, Pernambuco, durante vários anos. Publicou poemas e ensaios em revistas literárias como Zunái, Germina, Eutomia (UFPE), Tom, Cronópios, Vila Nova, Síntese, Unamuno, entre outras. Recebeu o Prêmio de Poesia da Academia Pernambucana de Letras em 2020.

O Fracasso do Concretismo

8 de novembro de 2024

A Poesia Concreta pregava a completa abolição das construções sintáticas e a consequente morte do verso, e terminou por criar uma porção de pseudo-poemas que, nas palavras de Manuel Bandeira, tinham mais parentesco com as Palavras Cruzadas do que com a Literatura propriamente dita.

Tragédia e redenção: Rei Lear e a tocha da esperança

1 de novembro de 2024

Bernardo Souto: Se a tragédia, como bem percebeu Aristóteles, é a representação de homens superiores, o que faz de Lear superior? Podemos dizer que Lear é um herói trágico por excelência, pois ele concentra em si uma paixão e um desejo de ação que lhe serão fatais.

Afinal, letra de música é ou não é poesia?

17 de outubro de 2024

A recente atribuição do Nobel de Literatura ao cantor e compositor norte-americano Bob Dylan pôs novamente o assunto em evidência. Afinal de contas, o que de fato diferencia o poema da letra de música?  Nos próximos parágrafos, direi o que penso a respeito, a fim de acrescentar algumas informações ao já riquíssimo corpus existente.

Importância e legado de T.S. Eliot

9 de setembro de 2024

T.S. Eliot (1888-1965) é seguramente um dos maiores escritores de nossa época. Suas obras ironizam o egocentrismo do homem contemporâneo, e criticam o vazio espiritual da geração do período entreguerras a que viveu.

Manuel Bandeira: Um Lírico no Auge do Modernismo

4 de setembro de 2024

A valorização do novo na modernidade atingiu enormes proporções nas primeiras décadas do século XX, com a eclosão das vanguardas europeias e do modernismo. Animado por uma única obsessão – a busca da originalidade e da novidade enquanto tais –, o modernismo pendeu para a simples repetição vazia do gesto da inovação pela inovação. Foi precisamente a essa tradição do novo pelo novo que o poeta brasileiro Manuel Bandeira se opôs categoricamente.

A Poesia Meditativa de Ângelo Monteiro

29 de agosto de 2024

A linguagem, quando é posta a serviço do falatório, perde o seu poder de lançar luz sobre a existência, tornando-se oca e ineficaz. O papel da Poesia e da Filosofia é justamente dinamitar o falatório — reino dos lugares-comuns semanticamente vazios e repletos de clichês e de expressões pré-moldadas — devolvendo às palavras seu poder de nomear e de explicar o ser.