Divino Feminino: Consciência, Identidade e Absoluto no Śaivismo da Caxemira e o Diálogo com o Movimento da Deusa
O Divino Feminino personificou-se, manifestando-se ao longo das eras sob as formas de Śakti (o poder de Deus), de Deusas, fadas, ninfas, espíritos da floresta etc. Este ensaio busca explorar o diálogo entre as escolas metafísico-filosóficas indianas que conceberam o Divino Feminino na Índia medieval, na Caxemira, e o Movimento da Deusa contemporâneo, que procura reinterpretar as visões das antigas tradições pagãs — cuja experiência mística central era o culto da Grande Mãe — à luz do feminismo moderno, integrando assim diversas crenças antigas, neopagãs e modernas.
