Estevan Ketzer

Estevan de Negreiros Ketzer é psicólogo clínico (PUCRS), com mestrado e doutorado em Literatura (PUCRS). Realizou pesquisa nos arquivos do IMEC, na França, em 2015. Assessorou a Uniritter na implementação do curso de Escrita Criativa em 2016. É pesquisador do Núcleo de Estudos Judaicos (NEJ) da UFMG e pós-doutorando em Literatura (UFMG).

Ser ocidental

1 de julho de 2025

Sob o manto do mistério, psicólogos, historiadores ou sociólogos conseguem redescobrir os restos de uma mentalidade primitiva… Não entendo por que os irracionalistas da atualidade se orgulham de ter eliminado os velhos conceitos e imediatamente passam a adorar sua sombra.

Monoteísmo e Linguagem

30 de junho de 2025

A lembrança de uma contribuição comum à civilização europeia ao longo da Idade Média, quando os textos gregos chegaram à Europa por meio de tradutores judeus que traduziram traduções árabes, só pode ser exaltante se ainda conseguirmos hoje acreditar no poder das palavras desprovidas de retórica ou diplomacia.

Por um humanismo hebraico

29 de junho de 2025

A língua hebraica e os textos aos quais ela está substancialmente ligada e que são revelados apenas por meio dela são o veículo para uma sabedoria difícil, preocupada com verdades que se correlacionam com virtudes. Essa sabedoria é tão necessária quanto o legado greco-romano.

… e se for ainda

17 de junho de 2025

Atônito eu nada tinha o que fazer, senão escutar o peso da chuva a tombar sobre as folhas de outono. Como gostaria que tais fossem as minhas lágrimas também por não deixar que seus rios corressem rumo ao oceano. As partidas…

A Desconfiança Existencial entre o Homem e o Homem

13 de junho de 2025

Durante a Primeira Guerra Mundial, tornou-se claro para mim que estava ocorrendo um processo do qual eu apenas suspeitava até então: a crescente dificuldade do diálogo genuíno, especialmente do diálogo genuíno entre pessoas de diferentes tipos e convicções.

Assinatura

12 de junho de 2025

Esta é a situação da consciência. Ter consciência é ter tempo, estar além da natureza, em certo sentido, não ter nascido ainda. Tal ruptura não implica um ser inferior, mas sim o modo do sujeito. Ela implica um poder de ruptura, a rejeição dos princípios neutros e impessoais, da totalidade hegeliana e da política, dos ritmos fascinantes da arte.

Ciência Social e Humanismo

10 de junho de 2025

Tratar a ciência social com um espírito humanista significa retornar das abstrações ou construções da ciência social cientificista para a realidade social, olhar para os fenômenos sociais principalmente na perspectiva do cidadão e do estadista, e depois na perspectiva do cidadão do mundo, no duplo significado de “mundo”: toda a raça humana e o todo abrangente.

A Crise do Nosso Tempo

8 de junho de 2025

Este é, de fato, o cerne da ciência moderna, da ciência social moderna como ela finalmente se desenvolveu nas últimas duas gerações: a distinção entre fatos e valores, com o entendimento de que nenhuma distinção entre valores bons ou ruins é racionalmente possível.

Ensino Exotérico

5 de junho de 2025

Mas será então que o ensinamento que o iniciante realmente compreende é idêntico ao ensinamento que o estudante perfeitamente treinado realmente compreende? A distinção entre o ensinamento exotérico e esotérico de Platão às vezes remonta à oposição de Platão ao “politeísmo e à religião popular” e à necessidade que ele tinha de ocultar essa oposição.

Mito e Judaísmo

3 de junho de 2025

Uma tentativa de descrever um evento divino como uma experiência transcendente ou psíquica não deve ser chamada de “mito”; uma declaração teológica, qualquer que seja sua simplicidade e grandeza evangélicas, ou um relato de visões extáticas, por mais profundamente comoventes que sejam, está fora do âmbito do propriamente mítico.

Um espelho de dois vetores

2 de junho de 2025

Ela me escuta atentamente. Sabe que o campo é a algo tão importante para a segurança, porém, percebe que muita coisa não teremos tempo de compensar. Eis que um pássaro passa por nós dois. Eu aponto, mas ela não enxerga. “Viu, ele passou, mas a não apreensão dele pelos sentidos pode parecer uma ação isolada no mundo… a ponto de nossa mente pensar que aquele evento ou criatura possa não ser de verdade.”