O Golem dos Paradoxos
Como um nome é uma evocação de uma partícula do universo, uma representação das coisas como elas mesmas, simbolicamente, o cuidado com cada nome, cada pensamento e, por fim, cada ação humana.
Como um nome é uma evocação de uma partícula do universo, uma representação das coisas como elas mesmas, simbolicamente, o cuidado com cada nome, cada pensamento e, por fim, cada ação humana.
Jung mostra o quanto os estudos de Paracelso já rumavam para as relações entre o microcosmo (homem) e macrocosmo (universo). Essa necessária convergência entre matéria e espírito, visada desde a antiguidade, mas esquecida quando a divisão da racionalidade leva os homens a mediocridade.
A sensação de indiferença aos detalhes basilares da educação também é digna de nota. Se é indiferente diante a real necessidade de comunicar na língua das pessoas comuns que buscam uma educação adequada.
A leitura não pode ser apenas quantitativa nesse caso, mas antes qualificada com um bom professor que faça a mediação entre o conhecimento dos livros e a capacidade de assimilação de seus alunos.
Os homens olham os deuses como seus desejos mais profundos, como parte deles mesmos no mundo e sua estranha desolação diante ao destino.
Ele vivencia dentro de si, sendo assim a ponte entre dois mundos unidos, um material e outro espiritual, cujo sentido dessa reunião só pode ser realmente inteligido por quem se mostra misericordioso em aprender.
Jung, compreende o quanto esse diálogo de Jó com Deus possui a grandeza do homem humildade que não quer desrespeitar Deus, mas não encontra os motivos para aceitar sua própria decadência.
Eis o difícil ato de escutar a história do outro. Escuta da marca primordial. Uma marca para além de uma diferença religiosa ou mesmo territorial, diferença que acaba se tornando uma identidade.
Arabi pode ter cunhado primeiro este termo referindo-se a Adão, como encontrado em sua obra Fusus al-hikam, um indivíduo ligado ao Divino e à criação. Contudo, ele o faz tal como aquele a olhar essa unidade como em um espelho.
Ele observou o quanto as questões sobre messias tinham menos importância dogmática para os judeus do que para a maioria dos cristãos.
Não podemos deixar de observar um sincretismo muito forte apontado pela Cabala e os grupos de estudos que ensinavam aspectos espirituais acerca dos mandamentos, fato esse que serviu para divulgar um mistério cada vez maior principalmente no fato do povo judeu ser tão antigo e difícil de acessar pelos gentios.
Um instante vivido de maneira plena, como se fosse o último, como se dele estivéssemos diante a toda a eternidade.